Para o meu primeiro post no blog da QIX, escolhi escrever um resuminho sobre o skate feminino no Brasil, começando na década de 90 até os dias de hoje. Quando eu comecei a andar de skate, 1998/1999, o skate feminino era algo totalmente diferente do que ele é hoje. Entre 1994 e 2001, costumavam se reunir de 4 a 5 skatistas que lutavam para inserir a categoria feminina nos campeonatos exclusivamente masculinos. E, de tanto fazerem isso, alguns organizadores começaram a dar atenção ao skate feminino e colocavam também a categoria feminina em seus campeonatos, nem que fosse só para as meninas se apresentarem.

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Tudo isso era muito legal!!! Resultou em amizades, trocas de ideias, experiências que tínhamos em cada cidade e estado que visitamos (pois não tinha internet, downloads de vídeos, facebook, blogs, skype, etc). Estes contatos e troca de informações foram muito importantes! Nesta época as skatistas da cena eram a Giuliana Ricomini, Liza Araújo, Catarina Hu, Ana Paula Negrão, Evelyn Trevisan, Luizinha, Meduza, Renatinha Paschini, Adelita, Luana, Patrícia Rezende, Graciele Santiago, Dinha, Luciana Ellington… Enfim, meninas que começaram a dar uma cara diferente ao skate feminino. Outro marco foi a revista Check it Out, um meio de comunicação e informação muito importante para o skate feminino daquela época.

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Mais tarde, vieram as skatistas Tat Marques (eu), Marta Linaldi, Patiane Freitas, Monica Messias, Larissa Carollo, Karen Feitosa, Karen Jones, Mary Jane (RJ), Renatinha ( Brasília), entre muitas outras skatistas que tiveram oportunidade de correr muitos campeonatos e circuitos bons, com manobras técnicas e de alto nível . Ainda neste período surgiu a ABSFE (Associação Brasileira de Skate Feminino), formada só por skatistas com a ajuda do Ale Viana, na época presidente da CBSK. E foi com esta associação que conseguimos dividir a categoria em duas modalidades (FEM1 e FEM2), as quais ajudaram a exigir padrões mínimos de qualidades nos eventos, circuitos e campeonatos que tinham o skate feminino, além de ajudar a organizar o ranking.

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Um tempo depois, veio o auxilio “Bolsa Atleta” que ajudou muitas meninas a continuar competindo e ajudando a elevar o skate feminino. Tudo isso fez com que o número de eventos oficiais, somente para meninas com nível técnico, aumentasse cada vez mais. Além é claro do número de skatistas, que aumentou de forma expressiva!

Hoje temos a Leticia Bufoni, Alessandra Florêncio, Eliana Sosco, Pipa Souza, Xuxa, Bia Sodré entre muitas skatistas com nível técnico, que representa muito bem o Brasil e puxam o skate feminino aumentando não só o número de skatistas na categoria street como no longboard, bowl, half… O skate feminino cresceu, cresce e vai crescer ainda mais! Histórias boas e marcos importante no skate feminino teve um monte, tanto que daria até para escrever um livro…. Resumindo, o skate feminino veio pra ficar!

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Por Tat Marques

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