Dia 21 de junho o skateboard estará em festa, pois é nesta data que é comemorado o Dia Mundial do Skate. Skatistas de todo o mundo saem às ruas para celebrar com passeatas, sessions em picos famosos das cidades e campeonatos. Mas, mais do que competições e festas por várias cidades do país e do mundo, a data também é um momento para refletir a evolução que o skate sofreu nas últimas décadas e para onde essas transformações apontam.

É fato que o skate vem transformando a sociedade. Seja através da arquitetura ou pela sua influência na indústria da moda, criação, comunicação. Ele já saiu do estereótipo marginalizado e está inserido em todas as classes sociais. Essa abrangência do skate tem contribuído bastante para o surgimento de novos praticantes, principalmente skatistas mulheres. Prova desta evolução foi a pesquisa feita pelo Instituto Datafolha em 2010, quando constatou que o Brasil possuía, até aquele ano, 3.860.000 skatistas. Segundo a pesquisa foi um crescimento de 20% no número de praticantes no país em relação a 2006, com 3.200.000. Dos 3.860.000, 10% correspondiam ao número de skatistas mulheres. Ou seja, 380.000 garotas se jogando nos picos de rua e pistas do Brasil.

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Após cinco anos, o número de skate girls continua em crescimento se for destacado, por exemplo, a maior visibilidade em competições e reconhecimento da mídia. E mesmo que ainda não seja a maioria dos praticantes, já é uma participação bem significativa se comparado há algumas décadas. Imagina como não devia ser mais difícil encontrar mulheres skatistas no passado? Preconceito por parte da família, o velho cliché de que skate é coisa de menino, enfim. Imagina quantas garotas não tiveram que ultrapassar todas essas barreiras para elevar o nível do skate feminino ao que se conhece hoje? Um bom exemplo do passado para as gerações que surgiram posteriormente foi a skatista Patti McGee. Patti foi a primeira mulher a se tornar skatista profissional, isso em 1965. Com certeza, ela pode ter influenciado e muito na participação mais ativa de garotas no cenário skateboard. Para quem ainda não sabe, McGee migrou do surf para o skate e fez seu nome na história do carrinho. Ela viajou para vários lugares, participou de entrevistas em programas de TV, foi capa de duas importantes revistas (Skateboarder e Life) e, até hoje, é lembrada quando o assunto é skate feminino.

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O fato é que após todos esses anos, o cenário skateboard, em específico o do skate feminino, continua ganhando força. Desta vez, representado por outros nomes tão imporantes quanto foi Patti McGee. Skatistas nacionais ganharam visibilidade mundial, contribuíram e contribuem para elevar o nível do skate à elite esportiva. Brasileiras que representam o skate nacional em competições mundiais, fotos publicadas em mídias especializadas, partes de vídeos, marcas etc. Essas skatistas estão presentes nas ruas, skate parks, em toda a parte, dando mais atitude, charme e transformando o skate.

Parabéns as skatistas que fizeram e fazem parte dessa história de conquistas e grandes revelações no skateboard feminino brasileiro e mundial.